Topologia
Tecnicamente, a Rede Ansp funciona como um NAP (Network Access Point) ou Ponto de Troca de Tráfego (PTT), com algumas alterações. Assim, a Ansp, em conjunto com o NAP do Brasil, estabeleceu as regras do PTTA (Ponto de Troca de Tráfego Acadêmico), nome dado à VLAN (Virtual Local Area Network) onde os participantes da Ansp trocam tráfego entre si e têm direito ao acesso ao trânsito oferecido pelos clientes comerciais e organizacionais do NAP do Brasil, além dos provedores de Internet oferecidos pela Ansp.
Hardware e Conexões
O PTTA consiste basicamente em um switch Ethernet, doravante denominado peering switch, com recursos de VLAN, com número suficiente de portas para atender a todos os participantes, um BGP route server, cujas características e funções serão descritas abaixo, e os roteadores de cada instituição participante, denominados como peers. Cada instituição deverá contratar ou estabelecer um enlace com o peering switch e poderá optar por instalar um roteador com pelo menos uma porta WAN e uma porta LAN.
Gerência do tráfego
A troca de tráfego entre os participantes do PTTA é de natureza privativa e ela é intermediada pelo BGP route server. Este pode ser um roteador ou um servidor que possua um software que emula um roteador compatível com BGP-4. Cada um dos peers recebe um Autonomous System Number (ASN) privativo, caso não tenha um ASN público ou não queira utilizá-lo. Todos os peers devem passar os seus respectivos prefixos (blocos de endereços IP) no âmbito do seu ASN para o route server, que se encarrega de redistribuí-los para os demais (vide ilustração abaixo). Esta é uma prática recomendada pela ITU [Southwood, 2005, p.30 item 25].
Acesso à internet
O projeto Ansp se compromete a fornecer acesso à Internet Commodity e à Internet 2 a seus integrantes.